Diga NÃO ao Bullying

Updated: Mar 26, 2019



1. O que é Bullying?

O bullying, tradução livre como assédio moral ou físico, caracteriza-se "por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Bully em inglês significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato."

2. Onde ocorre o Bullying?

Segundo Cléo Fante, educadora e autora de livros contra este comportamento, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho.

3. Quais as formas de agressão?

Fofocas, apelidos inofensivos, boatos falsos, deboches, sussurros, confrontamentos ou exclusão podem parecer sem importância, mas podem afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Considere também o bullying virtual, responsável por inúmeros problemas com adolescentes e em alguns casos, infelizmente, suicídios. Geralmente as escolas consideram a violência física mais grave do que um xingamento.

4. Por que ocorre?

Desejos de querer ser o mais popular, sentir-se poderoso e obter seguidores. Na maioria dos casos, os bullies possuem relações familiares onde tudo se resolve pela violência verbal ou física. E ele acaba reproduzindo isso no ambiente escolar.

5. Como reconhecer os sinais de que uma criança está sofrendo bullying?

Veja o que diz este site:

Físicos: Machucados inexplicados, arranhões, cortes. Roupas ou pertences rasgados ou danificados. Psicossomáticos: Dores não específicas, dor de cabeça, dor de barriga, aftas.

Comportamentos relacionados à escola: Medo de ir ou voltar da escola caminhando. Mudança de rota para a escola. Medo de pegar o ônibus escolar. Pedir para que os pais o levem para a escola. Não querer ir para a escola. Deterioração no trabalho escolar. Chegar em casa com muita fome (porque pegaram o dinheiro do lanche). Relatar perda de objetos. Pedir ou pegar dinheiro (para pagar ao bully).

Mudanças no comportamento social: Ter menos amigos. Não querer sair. Ser convidado com muito menos frequência.

Indicadores emocionais: Parecer chateado, infeliz, solitário, choroso, estressado, se tornar retraído e deprimido. Pensamento suicida. Mudanças de humor inesperadas.

Comportamentos preocupantes: Irritabilidade e explosões temperamentais. Parar de comer, comer demais, não conseguir dormir, pesadelos, fazer xixi na cama, gritar durante o sono.

Indicadores de saúde ruim: Estar geralmente cansado ou abatido, ter pouca resistência a infecções e doenças recorrentes. Ameaçar ou tentar suicídio."

6. O que fazer para ajudar?

Se seu filho lhe contar sobre uma atitude de bullying, ofereça conforto e suporte. É difícil adolescentes contarem essas situações, porque normalmente estão envergonhados e têm medo que seus pais se decepcionem com eles.

Cumprimente seu filho por ser corajoso o bastante por lhe contar a verdade. Lembre-o de que ele não está sozinho.

Considere seriamente o problema. Mesmo que seja apenas um grupo tirando sarro de um outro. Pode ser que tenham escolhido seu filho como bode expiatório. Isso pode estar sendo constante.

Em qualquer desses casos, pode ser necessário o contato com os pais do bully, com a direção da escola, diretores e conselheiros. Em casos extremos, o contato com a polícia se faz necessário.

O estado de São Paulo tem um Projeto de Lei nº 350, de 2007, para transformar o bullying em crime no país. Leia-o na íntegra, para mais informações, clicando neste link.


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