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Dum Spiro Spero.

Dum spiro spero means "While I breathe, I hope" in Latin and is a modern paraphrase of ideas

that survive in two ancient writers, Theocritus and Cicero.

It is a motto of various places, families, organizations, and MINE.

Mulher, Esposa, Mãe, Filha de Deus



Tomar a decisão de ficar em casa cuidando dos filhos ou ir trabalhar e deixá-los na creche ou com a babá é mais que apenas uma decisão de natureza econômica. Este artigo não tem o propósito de desprezar ou julgar as mães que trabalham. Elas são maioria em nossa sociedade. O objetivo deste é trazer uma reflexão equilibrada sobre as vantagens e desvantagens de dedicar tempo aos filhos e os benefícios disso para o futuro deles e das próprias mães.

De acordo com vários estudos realizados (1), 48% das mães que trabalham almejam a possibilidade de passar mais tempo com os filhos. Acima de 65% sentem-se culpadas por não estarem presentes nos momentos importantes do crescimento de cada filho.

Na década de 60, segundo estudos (2) realizados, estatísticas apontavam que 49% das mães não trabalhavam fora de casa. Em comparação, a menor porcentagem do século foi em 1999, com somente 23% das mães ficando em casa para cuidar da própria família. Em 2012, a porcentagem de mães que cuidam dos filhos cresceu novamente atingindo picos de 29%, e os números continuam subindo. Hoje em dia (3), mais de 40% dos lares têm a mulher como chefe de família.

Este aumento de mães que cuidam dos próprios filhos é influenciado por vários fatores demográficos, econômicos e sociais, como por exemplo:

  • Incluem as mães que não encontraram um trabalho ou estão estudando.

  • Mulheres casadas onde o marido é o principal provedor do lar e o casal divide as tarefas em prol da família.

  • Mulheres desempregadas.

  • Algumas não terem condições de encontrar um trabalho que pague suficiente para a creche das crianças e outras despesas. Ou seja, ao invés de gastar todo o pagamento com babás e escolas infantis, sai mais barato ficar em casa e cuidar dos filhos.

  • Há também a grande porcentagem de mães que conseguiram desenvolver uma atividade lucrativa em casa e assim conseguem ficar mais perto dos filhos.

De todas as mães que não trabalham fora de casa até o ano de 2012, 42% têm até 35 anos de idade e 51% têm filhos menores de 5 anos. As estatísticas diminuem conforme a idade dos filhos aumenta, ou seja, à medida que os filhos crescem, as mães voltam aos estudos e ao mercado de trabalho.

Os benefícios na vida dos filhos ao terem a mãe em casa

Depois de anos de observação profissional e pessoal, tendo conversado com centenas de pais e mães que em algum ponto da vida decidiram que o melhor era que um deles pudesse cuidar dos filhos, listei algumas das vantagens observadas e também comprovadas cientificamente através de estudos e pesquisas (4), que são:

  • Muitos especialistas de desenvolvimento infantil dizem que não existe substituto para a consistência e disciplina da educação parental.

  • Pesquisas também indicam que crianças que passam o dia todo em escolinhas e creches possuem alto indíce de estresse e são mais agressivas do que aquelas criadas pelos pais em casa.

  • Mães que não trabalham fora estão presentes nas primeiras vezes que seus filhos fizerem algo novo. A primeira palavra, o primeiro passo, o primeiro abraço.

  • Mães formam uma ligação maior como os filhos pois estão em contato constante com suas necessidades físicas e emocionais.

  • Pesquisas comprovam que quando os dois pais trabalham, ganham mais, mas também gastam mais. Quando um dos pais fica em casa, economiza-se mais, concluindo que é mais barato para a família quando um dos pais pode cuidar dos filhos ao invés de pagar por uma babá ou creche.

  • O tempo passado brincando ou ensinando os filhos a desenvolverem talentos e estimularem a criatividade trará inúmeros benefícios na vida dos filhos no futuro.

  • Filhos que possuem a mãe no lar são mais seguros e calmos, principalmente se o ambiente familiar é repleto de amor, e a vida familiar é menos estressante.

  • Filhos que crescem próximos à mãe são mais comunicativos e amigos.

  • Filhos que possuem o apoio dos pais no gerenciamento do tempo são mais organizados e objetivos.

  • Filhos que recebem ajuda dos pais na lição de casa são melhores estudantes e possuem melhor raciocínio.

  • Aqueles que crescem com um dos pais presente e com liderança amável no lar são mais seletivos em relação às amizades.

  • Filhos de pais que recebem seus amigos em casa dedicando tempo para conhecê-los e fazê-los bem-vindos têm menos problemas de drogas e delinquência juvenil.

  • Meninos e meninas criados pelas mães no lar e pais presentes somam uma diferença de 60% a mais em crianças e adolescentes saudáveis mentalmente.

  • Crianças e adolescentes que crescem tendo as refeições na mesa com os pais são mais saudáveis e ajustados psicologicamente.

Vantagens e desvantagens na vida das mães que criam os filhos em casa sem trabalhar fora

Grande parte das mães que decidem ficar em casa e criar os filhos levam sofrem devido ao preconceito que a sociedade lhes impõe. Mães que ficam em casa, infelizmente, são normalmente desprezadas por outras mulheres que trabalham mais do que pelos homens.

A verdade é que não há a resposta correta sobre se é melhor trabalhar ou ficar em casa. O que realmente devemos levar em conta é que uma mulher feliz fará um lar feliz e uma mãe feliz fará filhos mais felizes.

Muitas mulheres que são mães e possuem a necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas da família, mas sentem-se culpadas e gostariam muito de ter a oportunidade de passar mais tempo com os filhos. O tempo não pára e nós que somos mães sabemos bem disso. Nossos filhos crescem a passos ligeiros e nós perdemos muitas oportunidades de acompanhá-los devido ao trabalho ou à distrações do dia a dia que estamos ligadas devido ao trabalho e à carreira.

Por outro lado, temos as mães que conseguem equilibrar a maternidade e não deixam os sonhos de lado. Desenvolvem habilidades específicas, mantêm-se sempre informadas e atualizadas na medida do possível enquanto as crianças crescem e entendem que este é um período necessário para o desenvolvimento infantil e o seu próprio.

Há outras ainda que desenvolvem atividades profissionais paralelas em âmbito menor, mesmo que isso traga a necessidade do corte de gastos para toda a família, para que tenham a flexibilidade de poder acompanhar as necessidades das crianças.

Desvantagens de ficar em casa com os filhos caso não tenha organizadas algumas prioridades e como resolvê-las

  • Isolação. Se você estiver acostumada à companhia dos colegas de trabalho e conversas e atividades constantes, você terá que entender que isso não está totalmente fora de cogitação.

  • Solução: Você poderá sentir falta dos amigos e colegas, mas ao mesmo tempo poderá se aproximar mais dos familiares ou outras mães que possuam crianças na mesma faixa etária das suas e, de quebra, ainda conseguirá descobrir os amigos de verdade.

  • Tempo fora do mercado de trabalho. Você em algum momento se preocupará com o espaço vazio em seu currículo durante os anos que estiver fora do mercado de trabalho.

  • Lembre-se de manter-se atualizada sobre as tendências de sua profissão. Hoje em dia há tantas opções de cursos on-line e você também poderá desenvolver outras habilidades e talentos que lhe serão úteis mais tarde.

  • Estudos interrompidos. Se você considera sua carreira parte de quem você é, você poderá ter um período conturbado em relação a sua própria identidade.

  • Eu tenho uma amiga que quando se casou, o marido ainda estava na faculdade e ela precisava trabalhar para ajudar nas despesas da casa. Mais tarde, eles tiveram um bebê, e ela deixou o trabalho para cuidar dele, e após o marido se formar, ela se matriculou novamente na faculdade no período da noite enquanto o marido estava em casa e poderia cuidar do bebê. Com sacrifício e boa vontade do casal, os dois se formaram.

  • Serviço de casa. Antes de decidir que é chato, tente ver seus afazeres domésticos como um trabalho com propósito.

  • Solução: Você não colocará em prática suas habilidades profissionais e não ganhará por isso, uma vez que terá que aprender a trocar fraldas, limpar, cozinhar, cuidar de um pequeno ser humano, portanto isso talvez não lhe traga o senso de satisfação e realização que havia planejado para sua carreira. Mas, ao mesmo tempo, você aprenderá a apreciar o tempo de organizar e embelezar seu lar, fazer dos brinquedos parte da decoração, e estará fazendo tudo isso por um propósito muito maior: O bem-estar de sua família.

  • Sacrifício. É preciso fazer vários sacrifícios em relação aos sonhos mas é possível substituir por novos sonhos que incluam a família.

  • Solução: As habilidades e talentos que você desenvolverá como mãe lhe ajudarão mais tarde nas relações interpessoais de liderança, treinamento, resolução de conflitos e compreensão humana.

Você não deve uma explicação à sociedade

Susan B. Anthony (5), famosa nos Estados Unidos por ter justamente começado o movimento feminista em 1869, defendia o direito da mulher de poder viver seu papel de mulher, esposa e mãe, sem sentir-se obrigada a fazer uma ou outra coisa, e lutava por uma sociedade onde os papéis da mulher como esposa e mãe fossem respeitados. Ela foi precursora do verdadeiro feminismo que incluía a luta pela vida, onde o aborto e preconceito contra as mulheres que cuidavam dos filhos e não tinham chance no mercado de trabalho era o resultado de uma sociedade que é falha ao prover as necessidades da mulher, e a mesma acaba se vendo obrigada a lutar pelos direitos “que os homens têm, e esquecendo-se dos próprios deveres e direitos”.

É simples de entender esse princípio simplesmente pelo fato de que mulher e bebê não são inimigos. Filhos não são doenças. Nenhuma mulher deveria querer abortar um filho ou deixá-lo 8 horas por dia aos cuidados de outros para que pudesse participar plenamente da sociedade. Se uma mulher grávida ou uma mãe não têm suas necessidades básicas atendidas, uma feminista, segundo Susan, teria que dizer que há algo errado com a sociedade, não que a mulher deva concordar com o aborto ou com a negligência às crianças.

O desrespeito à opção de ficar em casa decorre da ignorância da sociedade. A grande maioria daqueles que criticam as mães que escolhem ou precisam ficar em casa para cuidar dos filhos nunca o fizeram. É admirável realmente ter a disposição de dar um tempo aos próprios desejos, sacrificar-se e moldar crianças tornando-as adultos respeitáveis através de tempo, lágrimas, suor e paciência. O dia todo, todos os dias, durante alguns anos. Na verdade, é uma controvérsia e isso somente demonstra o ponto de vista distorcido e a inversão de valores em nossa sociedade, afinal, é realmente melhor ter um emprego ou cuidar de uma família? Realização pessoal ou promoção pessoal? Pergunte a si mesma.

A divindade da maternidade

Nós mulheres temos o desejo de amar os outros naturalmente. Quando nos tornamos mães, felizmente a grande maioria de nós, seja biologicamente ou através da adoção, entendemos que um julgamento fica bem melhor em forma de compaixão e compreensão. Ser mãe ou pai inclui reconhecer um amor puro, sem exigências, altruísta e humano.

Olhe em sua volta. Observe as mães que você conhece ou convive. Lembre daquelas que estavam presentes na sua infância. Note que elas são as pessoas mais fortes que existem. Elas se sentem sozinhas, fazem sacrifícios, têm uma vida repleta de alegria e também de derrotas, mas em algum ponto dessa missão de vida, elas entendem que os filhos precisam de um exemplo real. O exemplo de uma mãe imperfeita que aceita o filho como ele é, e o ama mais do que qualquer coisa ou ideia que a sociedade lhe imponha.

Lembre-se: Seus filhos são o seu espelho. Ao dedicar alguns anos para acompanhar seu desenvolvimento de personalidade, você descobrirá que há muitas habilidades a desenvolver em você mesma. Você é uma mulher corajosa ao se importar realmente com a felicidade de seus filhos ensinando características que você terá que desenvolver, como autocontrole, amor e respeito. Mesmo que neste momento isto seja impossível de ser feito, leve em consideração as consequências na vida de seus filhos e sua participação na construção de um mundo melhor e não desista de um dia, fazer a diferença bem de perto.

Se você não puder estar em casa para educar seus próprios filhos, não se culpe ou sinta-se menosprezada, e também não julgue mal quem o faz. Aproveite cada minuto com seus filhos quando puder. Declare seu amor a cada chance que tiver. Alimente seu espírito com o melhor que conseguir. Aprecie cada olhar sempre. Você não é menos mãe por falta de tempo e oportunidade.

Como mulheres, somos coparticipantes da vida com nosso Criador. Ele sabe de nossas necessidades e conhece nosso coração e o propósito de cada escolha que fazemos. Mais do que tudo, ame seus filhos. Eles são parte de você.

A criação não termina com o nascimento de um filho, mas continua na criação de lares para o desenvolvimento de seres humanos que respeitam, amam e, no círculo da vida, constituirão sua própria família e replicarão o seu exemplo para sentir novamente como você os fez sentir.

Referências:

  1. Adecco Group

  2. Pew Research Social & Demographic Trends

  3. The return of the Stay at home Mother

  4. The scientific proof that sending mothers out to work harms children

  5. Susan B. Anthony Official Biography


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