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Dum Spiro Spero.

Dum spiro spero means "While I breathe, I hope" in Latin and is a modern paraphrase of ideas

that survive in two ancient writers, Theocritus and Cicero.

It is a motto of various places, families, organizations, and MINE.

Indignação justa diferente de Ira não controlada



Jesus Cristo falou de se ‘oferecer a outra face’, mas, precisamos considerar se falava de graves ameaças à vida da pessoa.

Disse Ele:

Não resistais àquele que é iníquo; mas, a quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra.” (Mateus 5:39)

Bem, um tapa é um insulto, provavelmente visando provocar briga. Por não retaliar quando sujeito a linguagem ou ato insultante, o cristão poderia evitar dificuldades. Afinal, aprendemos: “Uma resposta, quando branda, desvia o furor”. (Proverbios 15:1)

Em sua Lei a Israel, Jeová revelou que a pessoa tinha direito de autodefesa. Exemplo: a respeito do ladrão que penetrasse numa casa de noite, a lei declarava:

“Se um ladrão for encontrado no ato de arrombar e ele deveras for golpeado e morrer, não há culpa de sangue por ele.” (Êxo. 22:2)

De noite, seria muito difícil determinar as intenções do intruso. Para proteger-se de possíveis danos, o dono da casa tinha o direito de dar duros golpes. E se tais golpes resultassem fatais, ele era considerado livre da culpa de sangue.

Em realidade, é particular do homem evitar que seu corpo sofra danos. Se um objeto é lançado contra ele, instintivamente tenta desviar-se ou, se isso for impossível, ele protege a cabeça de danos. Similarmente, se um parente querido — a esposa ou um filho — se encontra sob ataque, o homem instintivamente faz o que pode para ajudar, mesmo que fazer isso lhe custe a vida.

Tal ação também se harmoniza com o que o próprio Jesus Cristo fez ao sacrificar sua vida pela Igreja. (Efésios 5:25)

Quando a fuga for possível, entende-se que deve ser preferida.

A Bíblia relata vários casos em que Jesus fez exatamente isso. Houve uma ocasião em que certos judeus ‘apanharam pedras para lhe atirarem; mas Jesus se escondeu e saiu do templo’. (João 8:59)

Sobre outra ocasião, lemos: ‘Tentaram novamente apoderar-se dele; ele, porém, pôs-se fora do seu alcance.” (João 10:39)

Muito mais escrituras e mesmo as leis mundanas dão à pessoa o direito de defender a si mesma ou a outros de danos físicos. Assim como Joseph Smith tentou antes de ser assassinado na Cadeia de Carthage.

Jesus mostrou também ser homem de corajosas convicções e de ação dinâmica.

Por exemplo, em duas ocasiões ele vigorosamente expulsou do templo os vendedores de animais e os cambistas. (Marcos 11:15-17; João 2:13-17)

Tampouco se refreou de expor publicamente a hipocrisia dos presumidos escribas e fariseus. Ele advertiu na sua corajosa denúncia:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque vos assemelhais a sepulcros caiados, que por fora, deveras, parecem belos, mas que por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda sorte de impureza.” (Mateus 23:27, 28; Lucas 13:14-17.)

Isto certamente não evidenciava nenhuma fraqueza!

Era a indignação de Jesus evidência de falta de autodomínio?

Pedro, companheiro íntimo de Jesus durante o seu ministério, declarou:

Ele não cometeu pecado.” (1 Pedro 2:22)

O apóstolo Paulo escreveu:

Pois temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15)

Há uma grande diferença entre uma indignação justa, controlada, e a ira não controlada.

Leia Provérbios 14:17 e Efésios 4:26.

Pretendemos o privilégio de adorar a Deus, Todo-Poderoso, de acordo com os ditames da nossa consciência e concedemos a todos o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que quiserem.

Temos o direito de defendermos porém o que acreditamos, sem sermos julgados ignorantes por exercermos a nossa Fé no Evangelho de Cristo.

Como exemplo do Salvador, que às vezes não respondia, não aceitava a provocação, ficava quieto, podemos responder ao tolo - Provérbios 26:5, "Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele." - ou não - Provérbios 26:4, "Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele."

Dois provérbios escritos um em seguida ao outro com significados totalmente opostos. Ou seja, o contraste foi deliberado! A lição é que temos de adaptar a nossa abordagem ao tipo de insensato com que lidamos. Alguns precisam de uma resposta (versículo 5), e outros, não (versículo 4).

Na verdade, o grupo religioso dos fariseus surgiu poucos séculos antes de Cristo com o objetivo de restaurar a obediência estrita à Palavra de Deus. Na época do Evangelho, eles são descritos por Paulo como a seita mais severa do judaísmo (Atos 26:5), e por Marcos como extremamente zelosos e minuciosos com sua tradição (Marcos 7:3-4). É notório ver o que hoje acontece na internet mundo afora quanto aos ataques pessoais sem motivo.

Outras passagens nos evangelhos confirmam estas características. Entretanto, nenhum outro grupo foi tão confrontado por Jesus enquanto viveu na terra (veja Mateus 23).

Será que isto significa que Deus reprova a obediência estrita à Palavra? Que Jesus confrontou os fariseus porque eles obedeciam as Escrituras “ao pé da letra”?

Na verdade, não foi a obediência à Palavra que Jesus condenou nos fariseus, porque os fariseus não obedeciam à palavra, mas às próprias tradições (Mateus 15:6,9; Mateus 23:23).

O motivo pelo qual Jesus foi tão contra os fariseus é porque eles deixaram as escrituras de lado, e passaram a seguir mandamentos de homens, seus próprios julgamentos.

É claro que devemos insistir na obediência ao Evangelho (João 4:34), na permanência dentro dos limites da doutrina (1 Coríntios 4:5; 2 João 9), no não medir esforços para arrependermo-nos de nossos pecados (Mateus 18:8) e até mesmo em enfrentar as últimas consequências pela vontade de Deus (Mateus 26:39), pois isto não foi o que Jesus combateu, mas o que Ele mesmo viveu, seguido pelos apóstolos (1 João 2:6; 1 Coríntios 11:1).

O problema esta justamente quando colocamos o que aprendemos de lado e agimos da forma como achamos que podemos, muitas vezes porque o homem natural se apodera de nossas personalidades.

Segundo as escrituras:

Mateus 5:39 “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.

O que Jesus realmente quis ensinar em Mateus 5:39 é que seus discipulos devem demonstrar paciência (2 Corintios 6:4; Gálatas 5:22; Efésios 4:2; Colossenses 1:11; 3:12; 2 Tessalonicenses 1:4; 1 Timóteo 6:11; 2 Pedro 1:6) e humildade (Atos 20:19; Filipenses 2:3; 1 Pedro 5:5) perante os que lhe agridem, mas não ensinou a omissão.

Na prática, é um ensino que muitos já tem noção, que é o de que um santo deve sempre procurar viver em paz com todos (Romanos 12:18), o que significa não ser violento (Mateus 5:5; e 11:29) e injusto (Mateus 5:6; 1 Coríntios 6:8,9).

As escrituras condenam a vingança, mas não a defesa.

É imprescindível que tenhamos autocontrole (Provérbios 25:28), que é a temperança; mas isso não significa que nossa paciência e temperança são infinitas. Há algumas passagens de Cristo chicoteando os mercadores do Templo, de Paulo assumindo ser romano, e outros que mostram isso.

Já no livro de João, capitulo 18, o versiculo 22 é o mesmo, mas temos que ler o versículo 23: "Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?"

Ou seja, a passagem mostra, que Ele, ao invés de oferecer a outra face, fez foi protestar contra a injusta agressão, mas assertivamente, sem alteração, sem ira não controlada.

Quando Jesus limpou o templo dos trocadores de dinheiro e dos vendedores de animais, Ele mostrou grande emoção e raiva (Mateus 21: 12-13, Marcos 11: 15-18, João 2: 13-22). A emoção de Jesus foi descrita como "zelo" pela casa de Deus (João 2:17). Sua raiva era pura e completamente justificada, porque na sua raiz era preocupação com a santidade e a adoração de Deus. Por estarem em jogo, Jesus tomou uma ação rápida e decisiva.

Outra vez que Jesus demonstrou indignação controlada foi na sinagoga de Cafarnaum. Quando os fariseus se recusaram a responder às perguntas de Jesus, "Ele olhou em volta com indignação, profundamente angustiado com seus corações teimosos" (Marcos 3: 5).

Muitas vezes, pensamos em indignação como raiva como uma emoção egoísta e destrutiva que devemos erradicar de nossas vidas completamente. No entanto, o fato de que Jesus às vezes se irritou indica que a própria indignação, como uma emoção, é amoral.

Isto é confirmado em outros lugares no Novo Testamento. Efésios 4:26 nos instrui "na sua ira não pecar" e não deixar que o dia se acabe sem resolvermos nossa indignação, ou seja, "que o sol se ponha sobre a nossa ira". O comando não é "evitar a raiva" (ou suprimi-la ou ignorá-la), mas lidar com ela corretamente, em tempo hábil.

Observamos os seguintes fatos sobre as manifestações de raiva de Jesus:

1) Sua indignação tinha a devida motivação. Em outras palavras, Ele estava irritado com os motivos corretos. A indignação de Jesus não surgiu de pequenos argumentos ou desvios pessoais contra Ele. Temos inúmeras passagens que isso realmente não o afetava. Ou seja, não houve egoísmo envolvido ou orgulho ferido, porque Ele sabia quem Ele era.

2) Sua indignação tinha o foco apropriado. Ele não estava zangado com Deus ou com as "fraquezas" dos outros. Seus sentimentos se dirigiram ao comportamento pecaminoso e a verdadeira injustiça. Ele não generalizou ou blasfemou mesmo aqueles pecadores, a nada mais do que realmente demonstraram naqueles momentos.

3) Sua indignação tinha o suplemento adequado. Marcos 3: 5 diz que a sua indignação foi acompanhada por um sofrimento interno sobre a falta de fé dos fariseus. A indignação de Jesus decorreu do amor pelos fariseus e da Sua preocupação com a condição espiritual de cada um deles. Não tinha nada a ver com ódio ou ira contra eles.

4) Sua indignação tinha o controle adequado. Jesus nunca esteve fora de controle, mesmo nestes momentos. Os líderes do templo não gostaram da sua purificação do templo (Lucas 19:47) porque lucravam com o comércio lá feito, mas Ele não fez nada pecaminoso. Ele controlou suas emoções; Suas emoções não o controlaram.

5) Sua indignação teve a duração adequada. Ele não permitiu que Sua indignação justa se transformasse em ira não controlada ou até mesmo em amargura; Ele não guardou rancor algum contra as mesmas pessoas nem na hora da cruz, assim como lamentou profundamente a traição de Judas. Ele lidou com cada situação corretamente, e Ele lidou com sua indignação justa em tempo útil.

6) Sua indignação teve o resultado adequado. O que Jesus fez ao expulsar os mercadores do templo teve a conseqüência inevitável da ação piedosa. A indignação de Jesus, como com todas as Suas emoções, foi controlada pela Palavra de Deus - como vemos em várias outras ocasiões até mesmo no Velho Testamento enquanto ainda como Jeová sob a vontade de Deus, como descrito em Salmos 137:2, Sua reação sob a vontade de Seu Pai ao orientar Moisés, que agiu com indignação justa, quando os filhos de Israel construíram o bezerro de ouro, e após Moisés ainda os amou e serviu até o fim de seus dias na terra. Assim, a resposta de Jesus foi sempre cumpringo a vontade, e os mesmos sentimentos, de Seu Pai.

Quando ficamos com raiva, muitas vezes temos controle impróprio ou foco indevido. Falhamos em um ou mais dos pontos acima. Esta é a ira descontralada do homem, da qual nos são ditos "Todo mundo deve ser rápido para ouvir, lento para falar e lento para se irritar, pois a raiva do homem não traz a vida justa que Deus deseja" (Tiago 1: 19-20 ). Jesus não mostrou a ira do homem, mas a justa indignação de Deus.

A indignação justa é tipicamente uma emoção reativa de raiva sobre maus tratos, insultos ou maldades de outro. É semelhante ao que se chama sensação de injustiça. Em algumas doutrinas cristãs, a indignação justa é considerada a única forma de raiva que não é pecaminosa.

"Justo" significa agir de acordo com a lei divina ou moral ou livre de culpa ou pecado. Também pode referir-se a uma decisão ou ação moralmente correta ou justificável ou a uma ação que decorre de um senso de justiça ou moral ultrajado.

"Indignação" é a raiva despertada por algo injusto, médio ou indigno. O Dicionário Webster's descreve a indignação como um "sentimento envolvendo raiva misturada com desprezo ou desgosto".

Portanto, não há base bíblica para crermos que Mateus 5:39 nos manda sermos pessoas que não se defendem, que apanham calados por gosto, que abaixam a cabeça quando humilhados, mas as próprias palavras de Cristo também nos mostram que indignar-se com as injustiça é normal do ser humano, mas que devemos seguir Seu Exemplo, e não usar o chicote todo o tempo, pois algumas vezes pode até ser necessário, mas na maioria, basicamente as pessoas simplesmente não entendem - ou merecem - que saiamos de nós mesmos.

Ou seja, sentir raiva ou indignação é inevitável, seja numa briga com o cônjuge, com um amigo, ou mesmo inimigo. No entanto, devemos vigiar e ser perspicazes ao conter essa perigosa paixão dentro dos limites da razão, mansidão, piedade e caridade. Não zangar-se sem causa, ou escalar desnecessariamente uma discussão, ou com base em nosso orgulho, egoísmo, teimosia, rabugice, e impertinência. Quando entendemos a indignação justa, e agimos com assertividade para resolvê-la, evitamos a ira não controlada que pode levar tudo a perder, até mesmo nosso casamento ou família.

Bom lembrar também, que muitos que levaram as chicotadas Dele no templo estavam na multidão que mandou crucificá-Lo, e não entendeu o porque Dele tê-lo feito. Então, se não conseguirmos controlar nossa indignação, o melhor é esperar a raiva e a ira baixar antes de tentar resolver uma situação, ter paciência e buscar o entendimento mútuo, e esta é sempre a melhor opção, mesmo quando somos humilhados, insultados, ou pior, quando aqueles que amamos e protegemos o são.


As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada néctar. Quando um grão de areia a penetra, as células do néctar começam a trabalhar e cobrem o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

A maioria de nós aprende a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Dessa forma, na prática, o que vemos são muitas ostras vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Praticar a compreensão não é nada fácil. Chegar a esse ápice requer muita lapidação.

Porém, mesmo que não sejamos perfeitos ou saibamos como agir sempre assertivamente em momentos de indignação, seja na vida, nas interações virtuais, nos momentos mais críticos, é necessário que aprendamos a nos controlar, a entender nossos sentimentos e autoconhecer-nos, continuando assim nosso progresso, de ostra vazia que sejamos, a criadoras de pérolas.

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